Começar algo é muito fácil. Às vezes não, mas em sua maior parte, sim. O que complica é ter a consistência para continuar fazendo essa coisa que foi começada a ser feita. No meu caso é escrever sobre fotografia. Escrever em geral.
Eu tenho essa vontade de externar os meus sentimentos e minhas interpretações sobre a vida, o universo e tudo mais. Elas vem e vão de quando em vez. Não me perguntam se as quero ou não, elas simplesmente aparecem.
São dos mais variados assuntos e por isso mesmo não consigo escrever sobre uma coisa só. Já comecei a escrever sobre rochas, sobre animais marinhos, sobre Marte... Já até fui divulgador científico por um tempo, lá eu escrevia sobre tudo o que é considerado de ’exatas’. Eu penso que essa distinção seja boba, mas ela existe não podemos ignorar.
E toda essa peleja em encontrar um tema único para escrever me gera um certo desconforto, do tipo que não sei explicar mas que impacta na minha produtividade e criativadade quando se trata da escrita. Por isso estou aqui tratando isso como um desânimo. E talvez assim seja não por eu não saber sobre o que escrever, mas porque há muitas coisas para escrever e não me sinto bom em nenhuma delas.
Essa coisa de não se sentir bom também acaba tendo o efeito de não me permitir evoluir em nenhum assunto, pois penso que não sou bom o suficiente para escrever sobre ele.
De qualquer forma, agradeço pelo espaço de desabafo. E espero que isso tudo seja uma tempestade num copo d’água e que não me impeça de escrever mais sobre fotografia, que é algo que gosto muito e quero que seja parte do meu dia a dia. Já é parte do meu dia a dia, mas falo de forma mais presente também na escrita.
Sem mais nada a declarar no momento, até a próxima sexta feira. Bai.