Á algumas léguas submarinas

Um sonho eu encontro,

Um sonho sibilante que, por décadas

Reside lá cantando, encantando

Não sendo importante, minha presença,

Ela recusava constante

Quando consegui chamar-lhe a atenção,

Perguntei, pensante:
"Ora pois, o que uma filha de Poseidon, uma sereia e ninfa da água, faz aqui sozinha, nessas profundezas, sibilando e encantando sem afogar nenhum marinheiro?"
Em resposta, descontraída, foi:
"Ainda não achei alguém digno do meu canto, por isso nao afogo homem ou alma nesta terra."
"E como saberá qual, homem, ou alma, será a certa se sempre andas pelas profundezas, esquecida pelo tempo?"
"Ele virá e perguntará."