4 anos caminhando

por Carlos Alexandre

Depois de várias tentativas que não deram certo (sempre depois daquelas promessas de final de ano) desde novembro ou dezembro, não lembro bem, de dois mil e dezessete que caminho pelas ruas aqui da cidade.

Começar algo e isso virar hábito é algo difícil. E caminhar pra mim sempre teve essa coisa. Em todas as tentativas fracassadas eu meio que me obrigava a cumprir uma programação semanal de caminhada: segundas, quartas e sextas. Eu já escrevi em outras oportunidades que não funciono sob pressão em nenhuma situação, nem no ambiente de trabalho. Então era certo que não ia funcionar.

Academia seria uma alternativa, pois me forçaria a ir por conta que estaria pagando e não iria jogar dinheiro fora, mas nunca nem entrei em uma. Sei que é coisa minha e peço desculpa a meus colegas que levantam peso, mas enxergo em boa parte dos frequentadores desses locais um narcisismo exagerado. Além de não gostar de praticar atividade física em locais fechados. O melhor seria a rua então.

E foi assim que comecei. Foi meio confuso no começo porque eu não tinha uma rota traçada: cada dia eu criava um percurso diferente na minha cabeça na hora que saia de casa. Aliás, é a forma que mais gosto. Porém, com o passar do tempo eu tive que criar um para que pudesse programar o horário de sair e chegar. E assim tem sido. São mais ou menos 5 km diários. A ideia é ir de 3 a 5 dias por semana. Mas tem semanas que vou todos os dias, até sábado e domingo. Outras dois, três dias… Às vezes caminho 10 km. É assim que funciono e tem dado certo.

Tenho muito orgulho de ter conseguido criar o hábito de caminhar. Eu não busco forma física, apenas afastar o sedentarismo. E ainda consigo deixar pelo caminho todas as preocupações do dia. Recomendo.

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